O tédio das horas
Suas obrigações sempre estiveram fora de seu controle. Cumprir horários era uma das atividades mais penosas para si. Amigos, companheiros, chefes... Todas as pessoas que mantinham algum tipo de relação com ele já haviam se estressado, ao menos uma vez, com essa displicência.
Até que decidiu mudar. Comprou relógio e agenda. Programava-se sempre para antes do horário combinado, e começou a atingir seus objetivos. Quando não chegava pontualmente, era um pouco antes. E começou a fazer seu papel antagônico: passou a esperar pelos outros. Deliciou-se com esse novo ritmo, em que podia sentar e ficar sem fazer nada até que seu compromisso chegasse.
Leu livros, ouviu música, conheceu pessoas, enfim: tudo o que se pode fazer quando se tem tempo pra gastar. Até que o tal ócio começou a irritá-lo. Não tinha idéia de quanto sentir o tempo passar era irritante. Por isso, jogou fora sua agenda e o relógio. Pensou melhor e voltou pegar o relógio. Podia valer algum dinheiro entre seus amigos... E, sozinho, resmungou: Pontualidade é para os entediados.
Até que decidiu mudar. Comprou relógio e agenda. Programava-se sempre para antes do horário combinado, e começou a atingir seus objetivos. Quando não chegava pontualmente, era um pouco antes. E começou a fazer seu papel antagônico: passou a esperar pelos outros. Deliciou-se com esse novo ritmo, em que podia sentar e ficar sem fazer nada até que seu compromisso chegasse.
Leu livros, ouviu música, conheceu pessoas, enfim: tudo o que se pode fazer quando se tem tempo pra gastar. Até que o tal ócio começou a irritá-lo. Não tinha idéia de quanto sentir o tempo passar era irritante. Por isso, jogou fora sua agenda e o relógio. Pensou melhor e voltou pegar o relógio. Podia valer algum dinheiro entre seus amigos... E, sozinho, resmungou: Pontualidade é para os entediados.


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