Silenciosas tormentas
Após a tempestade, o desespero. A solidão nunca havia sido tão dolorosa. A cada movimento, o vazio o apunhalava profundamente. Sentia-se vigiado. Não descobriu, mas era vigia de si mesmo, reprovando cada atitude. Talvez pela sequência de atitudes infundadas dos últimos dias. A verdade é que já não suportava as consequências de seu individualismo.
Jamais imaginou o quanto seria difícil viver naquela casa sem as constantes cobranças e carícias, raras, porém eminentes. E era essa eminência que o fazia sentir o direito de sobrepor o seu ego ao dela. Mas hoje, castigado pelo silêncio, não tinha segurança para decidir o que fazer naquela imensidão que se tornara sua cama. No limite do dia, atormentado por seus flagelos, sucumbiu. Voltou-se para si e mergulhou no vácuo que habitava seus pensamentos. Jamais esquecerá desta libertação. O que nunca soube é que já não teria oportunidades para lembrar-se daquele dia; nem de sua vida.
Jamais imaginou o quanto seria difícil viver naquela casa sem as constantes cobranças e carícias, raras, porém eminentes. E era essa eminência que o fazia sentir o direito de sobrepor o seu ego ao dela. Mas hoje, castigado pelo silêncio, não tinha segurança para decidir o que fazer naquela imensidão que se tornara sua cama. No limite do dia, atormentado por seus flagelos, sucumbiu. Voltou-se para si e mergulhou no vácuo que habitava seus pensamentos. Jamais esquecerá desta libertação. O que nunca soube é que já não teria oportunidades para lembrar-se daquele dia; nem de sua vida.


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