Sinceros prazeres
Uma noite no teatro, uma oportunidade a mais de mostrarem suas indefectíveis belezas. Decotes mostram peitos perfeitos – recheados de silicone – e, no rosto, a maquiagem tenta dar vida a rostos petrificados de botox. Vestidos, saltos e laquês adornam essas damas que mais se parecem Afrodites concorrentes, do que mulheres palpáveis.
Logo o primeiro drama da noite. As portas tardam em abrir e a verdade vem à tona: os saltos são altos demais. Mas pose ainda é tudo! Disfarçadamente mudam a perna de apoio, jogando o corpo de um lado para o outro, a fim de esconder o sacrifício da postura.
Enfim abrem-se as portas. Agora o último esforço é descer elegantemente até seus assentos e cruzarem as pernas. Mas é com o apagar das luzes que vem a realidade. Os saltos são discretamente deixados de lado. Dedos e joanetes recebem suas merecidas ventilações. A dor latejante é corriqueira. E agora, felizes e relaxadas, todas se divertem. Entre risos e peidos.
Logo o primeiro drama da noite. As portas tardam em abrir e a verdade vem à tona: os saltos são altos demais. Mas pose ainda é tudo! Disfarçadamente mudam a perna de apoio, jogando o corpo de um lado para o outro, a fim de esconder o sacrifício da postura.
Enfim abrem-se as portas. Agora o último esforço é descer elegantemente até seus assentos e cruzarem as pernas. Mas é com o apagar das luzes que vem a realidade. Os saltos são discretamente deixados de lado. Dedos e joanetes recebem suas merecidas ventilações. A dor latejante é corriqueira. E agora, felizes e relaxadas, todas se divertem. Entre risos e peidos.


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