Precoce desencanto
Sozinho em seu mundo recordava suas paixões e amizades. Uma a uma, partiram desta para outras vidas. Ninguém se imagina numa situação como esta aos vinte anos. Tudo bem, as paixões somadas às amizades não somavam cinco. O fato é: não tinha perspectivas de melhora. O desânimo o tomara. Por covardia, esperava que o destino brincasse consigo e também o deixasse ficar pelo passado. A sensação de derrota era constante, exceto pelas medalhas que ganhara na natação durante a infância. Nunca teve nada; e o mais triste: nem se espera que algum dia venha a ter.


1 Comentários:
Não para, não para, não para não
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