sexta-feira, 20 de março de 2009

Amizade Platônica

Fiz uma nova amizade. Ou quase isso. Sabe quando você vê uma pessoa na rua, que parece ser tão amigável, que dá vontade de conhecê-la melhor? Sabe? Então, lá estava eu, no deprimente trânsito do centro. Sem companhia, sem música e muitas buzinas ao redor. Sinais abriram e fecharam umas oito vezes para que eu andasse uma quadra e meia. Para completar esse prazeroso momento, uma garoa fina que mal molhava. O limpador de pára-brisas só borrava o vidro. Eis que, de repente, uma caminhonete sai de um estacionamento e quase bate no carro em que eu estava. Aderi ao movimento dos “buzinadores” e soltei um vibrante “PRESTATENÇÃO, FILHO DA PUTA!”. Antes que eu pudesse me recompor, abriu-se o vidro do outro automóvel. Um simpático senhor colocou a cabeça pra fora e, serenamente falou: “desculpe, meu filho”. Estremeci. Existe alguém sereno em meio a isso tudo... Diante disso, dei a vez ao simpático senhor e passei a segui-lo até o prédio onde entrou. Deduzi que lá seria sua casa. Amanhã vou passar por lá cedinho...

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